Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Sketch Tour Portugal - Açores #13

Estar no grupo central do arquipélago dos Açores permite sentir a presença constante das outras ilhas. No Pico, São Jorge e o Faial fazem-se notar. 
As vinhas da ilha do Pico são Património da Humanidade e percebe-se porquê. O Lajido da Criação Velha e o Lajido de Santa Luzia são dois sítios de referência emblemática, implantados em extensos campos de lava caracterizados por uma enorme riqueza e beleza natural e paisagística.


Em São Roque almoçámos na Casa Âncora e fomos surpreendidas com uma cozinha de excelência, com um serviço de qualidade e simpatia que ultrapassou as nexpetativas,  que descoberta e que bem se come nos Açores.

(Cont.)

(Caneta caligráfica, lápis de cor, carimbo, grafite e aguarela)                                                                  «in situ»

Doca de Alcântara

Ontem de tarde, fomos à Doca de Alcantara, para desenhar o Terminal de Contentores, faltaram barcos no terminal, por isso desenhei também a Marina.

O Terminal de Contentores, visto debaixo da Ponte.

A Marina de Alcântara (veleiro de dois mastros, lindo).

Tapas Mitra

De Calcuta veio o Tapas Mitra, falar-nos de urban sketching na Índia.
O fenómeno espalhou-se por todo o mundo.


Mark Leibowitz

O Mark Leibowitz coleciona soluções. Soluções para todos os tipos de problemas e dificuldades que podem surgir a um urban Sketcher. Foi sobre isso que falou na conferência de hoje (continuando o mesmo tema do ano passado).
Desenhar à chuva, desenhar à noite, pranchetas, caixas e sacos de material... é escolher. Em qualquer parte de mundo um sketcher já arranjou solução e enviou-a para o Mark.


MoSk no Festival do Rebuliço

No dia 23 de Julho os MoSk a convite do Festival do Reboliço realizou um encontro de desenho. Foi passado um dia a desenhar esta localidade de Reveles que já foi vila e sede de concelho.
Estes são alguns dos desenhos pois os restante encontram no álbum do grupo MoSk no FB

Foto de grupo

 Desenho de Ana Luisa

 Desenho de Elsa Cunha

Desenho de Jorge Antunes

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Encontro mundial de dois cavalos

Este fim de semana acontece na Ericeira na praia de Ribeira d'Ilhas o Encontro Mundial de dois cavalos. Há citroens por todo o conselho. Não é difícil encontrar um para desenhar. Este estava junto ao Convento de Mafra. É Alemão. Quando o seu dono chegou ainda ia a meio do desenho. Disse-me que ia beber um café para eu ter tempo de o terminar. Quando regressou explicou-me que na Alemanha chamam a estes dois cavalos patos. Por isso colou um no capot.


Draw Less Show More

"Less is more" dizia o Mies Van der Roe. "Quase tudo com quase nada" dizia (?). "Draw less show more" diz o José Louro.
Um DEMO estupendo e muito concorrido em que ele mostrou como só ele abe desenhar. Agora já há mais quem conheça o segredo. Veremos se o sabem aproveitar.

Aqui no Symposium além dos workshops, que envolvem exercícios , conversas, explicações e correcções há também estes "demos" em que os autores explicam exemplificando ao vivo e no momento como olham, como vêem e como desenham. É uma horita a desenhar em voz alta para a maralha.



ENcosta: O Bairro da Floresta

Ao longo da semana estivemos em três bairros: O Bairro do Forte, o Bairro da Floresta e o Bairro Reis. Estão todos muito perto uns dos outros mas a encosta, com os seus socalcos, criou entre eles barreiras naturais. Os residentes têm os seus caminhos em terra batida pela encosta, mas nós não nos aventurarmos por aí, excepto um dia em que o Bruno Vieira foi connosco. Nos restantes dias descemos sempre até ao choupal para depois voltar a subir ou até ao matadouro no caso dos Bairros Reis e Floresta. 
A Rua da Floresta percorre o bairro e vai aumentando a sua inclinação à medida que avançamos. É comum vermos pedras debaixo dos pneus, não vá o travão falhar.
Os dois primeiros desenhos foram feitos no início da rua. A Suzana foi desenhar a Senhora Maria mas teve de regressar mais cedo porque a Senhora Maria queria ir fazer o almoço. Eu registei a sua casa e as rosas de que tanto se orgulha.

Entretanto a Suzana apaixonou-se por uma quantas caixas do correio.
Foi nessa altura que subi para cima do meu banquinho para conseguir ver até onde as escadas iam.
O emaranhado das escadas ficou assim:
É uma confusão de escadas cada uma a dar para casas diferentes. E o mais curioso é que depois de subir a encosta descobri que os telhados que se vêm neste desenho são os mesmos que desenhei neste:


Na rua do Sr Augusto Baltazar  encontramos moradias térreas (pensamos nós)com os seus vazos de flores. Mas na realidade por baixo vivem outras pessoas em casas totalmente independentes. As escadas que desenhei no início da rua da floresta vão dar a essas casas. É o engenho humano e a criatividade a funcionar. 





Marina de Oeiras

Iate Holandes, na Marina de Oeiras.

desfila aqui o mundo

e eu entre o CCB (onde fugi da exposição de fotografias de arquitectura do Fernando Guerra, que chega a meter nojo de tão culto-da-personalidativo, e mal iluminada, que é) e a eterna linha verde.

Follow Your Senses

Follow your senses é o (excelente) nome do workshop do Nelson.
Todos os (500 e tal) participantes se distribuem pelos respetivos workshops identificados pelo letreiro que foi distribuído a cada monitor. Segue-se um passeio até ao local do crime, onde o monitor dá as primeiras explicações sobre o workshop. Um sucesso.



Recriação da batahla do Vimeiro


 No adro da igreja do Vimeiro, sketchers em ação, treinando para perpetuarem nos seus cadernos a ,recriação do confronto entre as tropas francesas e anglo-lusas. Entre eles, Maria João Quintino, Luís frasco e Ana Ramos.
Depois do almoço o "batalhão" do Oeste Sketchers, foi conduzido até ao outeiro do Vimeiro, para participar noutros desafios. É aqui que se encontra o Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro, que possibilita , através de uma grande janela envidraçada, a observação do local onde se confrontaram os exércitos Anglo-Luso e Francês, no dia 21 de Agosto de 1808. As forças Anglo-Lusas comandadas pelo tenente-general Sir Arthur Wellesley e as forças francesas comandadas pelo general Jean-Andoche Junot. Foi aqui, no topo das escadarias viradas para o campo de batalha que fiz este desenho.

Pritzker Auditorium

Hoje era um filme. Amanhã um concerto.
Todos os dias há animação neste fantástico auditório ao ar livre, desenhado pelo Frank Ghery.
Acho que sou insuspeito porque não gostei nada do projeto mas, aqui chegado, fiquei imediatamente rendido. É mesmo boa arquitectura.
Do correspondente USkP em Chicago.


Peniche



No mês passado fui para o Baleal durante uns dias e fiz uns registos em Peniche. O meu problema em conjugar surf/desenho é o mesmo com o comer/desenhar. Como estou sempre com fome, não consigo desenhar primeiro e comer depois. (ponto) Já fiz as pazes com isto…

Um outro assunto. Está aí à porta a edição 2017 do Nós e os Cadernos. Podem ver aqui o programa e as comunicações que serão feitas já a partir de amanhã às 21h30. Apareçam!!

Peniche, Portugal, 24.06.2017
avista.naocoisas.com

Lisboa

Em casa de uma amigo na Vila Berta
Marcador : Caneta de Feltro

Vídeo - A História do início dos Urban Sketchers pelo fundador Gabi Campanario


Gabi Campanario - Key Note Speaker - 8SimposioUSk2017


A comunidade de Urban Sketchers celebra 10 anos de actividade no 8º Simpósio Internacional dos Urban Sketchers, em Chicago, nos Estados Unidos da América.

Tal como o Pedro Cabral relatou no seu último post de ontem, a História do início da comunidade de Urban Sketchers foi contada pelo fundador Gabi Campanario, na sessão de abertura simpósio, onde estão presentes mais de 550 participantes de 34 países. O seu discurso, recheado de presença Portuguesa, está disponível no canal de You Tube dos Urban Sketchers Internacional.

A minha vida mudou para sempre para muito melhor desde que apareci naquele dia inesquecível, em 2009, e fui convosco no metro, desde o Cais do Sodré até Telheiras, tentando desenhar pessoas.


Obrigada Gabi e Fundadores dos Urban Sketchers Portugal!
Parabéns Urban Sketchers!





Abertura do 8 Symposium USk em Chicago

De emoção em emoção.
Numa assembleia com mais de 500 participantes, de 34 países, com tantas caras conhecidas e outras tantas por conhecer é emocionante ouvir o Gabi Campanário contar a história dos comos e porquês do início dos USk, há precisamente 10 anos. E da importância que a participação portuguesa sempre teve. E o impacto, a nível mundial que o movimento tem. Tantas pessoas que começaram/recomeçaram a desenhar e a gostar de desenhar com a ajuda dos USk. E como se espalhou por todos os continentes, por todos os países, por todo o mundo. E o contingente português sempre na vanguarda.
Momentos inesquecíveis são também quando sketchers absolutamente desconhecidos ao verem o meu nome se apresentam dizendo que há anos seguem, com gosto, os Bonecos de Bolso (aí o meu ego sobe mais alto do que devia). 
Não dá para fazer desenhos mais compostos, mas aqui fica a notícia. Sobram as fotos e os filmes no canal youtube.
O correspondente USkP em Chicago.


Estrelando

Primeiro o João Catarino e depois o Nelson Paciência estiveram sendo filmados para uma apresentação dos monitores de wokshop. Brevemente num youtube perto de si.
Ambos estiveram muito bem. Muito melhor do que aqui está representado. Reconheço que o retrato não é a minha especialidade mas também cada entrevista não demorou mais do que três minutos.


Abertura do 8 Symposium USk Chicago

Finalmente!!!
550 participantes, 34 países, incontáveis desenhos.
E em direto no canal youtube.



quarta-feira, 26 de julho de 2017

ENcosta: Bairro Reis

Uma escada parte do antigo Matadouro Municipal e serpenteia a encosta. Subir cada degrau sem parar, é um verdadeiro desafio ao coração.
Lá em cima era tudo mais plano. O Bairro foi construído num planalto para os trabalhadores do matadouro. Cada frontaria estava repleta de plantas vistosas. As pessoas acolheram-nos com carinho e simpatia.
Eu fiquei a desenhar a rua enquanto a Suzana foi retratar a Senhora Domingas. Já estava a meio do desenho quando da primeira Janela surgiu a Dona Maria do Carmo. Tinha de arranjar forma de a integrar no desenho.Surgiu assim uma janela fantasma no céu. Levantei-me e fui-lhe mostrar. Ficamos um pouco à conversa. Explicou-me que o seu marido tinha construído o barracão. Na altura era bombeiro e tinha muito jeito para arranjar coisas. Entretanto faleceu e o barracão ficou ao abandono.
Do outro lado a rua é mais um largo onde cada um estaciona o seu carro, O mais interessante é que no meu desenho o que chamou a atenção dos residentes foi uma pequena mancha amarela: "Que bonito, até desenhou o meu passarinho" disse uma das senhoras. Sabe bem perceber que é nas pequenas coisas que podemos fazer a diferença. Nesta altura era muito comum deixar de ver a Suzana. Quando isso acontecia sabia que estava na casa de alguém. Os meus desenhos despertavam sorrisos mas os retratos dela iam descobrindo o interior de cada um. Eram retratos demorados como muita conversa. E a Suzana era uma boa ouvinte.