Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

domingo, 28 de maio de 2017

Passagem da Barca





Barca do lago, Esposende, Portugal, 20.05.2017
Mais alguns em avista.naocoisas.com

Órgãos da Basílica do palácio nacional de Mafra

A Basílica do Palácio Nacional de Mafra tem 6 órgãos. Cada um tem um nome: Órgão do Evangelho, Órgão da Epístola, Órgão de São Pedro de Alcântara, Órgão do Sacramento, Órgão da Conceição e Órgão de Santa Bárbara. Este conjunto é único no Mundo. Uma das suas principais características é o facto de terem sido pensados para tocarem em conjunto. Comportam-se como uma orquestra. Quando foram feitas não havia peças musicais para eles. Por isso a partir de 1907/1908, altura em que foram construídos, foi um frenesim de compositores em seu redor.
A Câmara Municipal de Mafra, ciente do seu valor, criou com a ajuda do ministério da Cultura, um prémio internacional de composição para estes órgãos, que já vai no seu terceiro ano. Este ano teve bastantes candidatos dos 4 cantos do mundo. No dia 25 de Maio fomos ouvir as peças vencedoras. É um espectáculo admirável.


no quintal da minha mãe










sábado, 27 de maio de 2017

Workshop com João Catarino


Foi um desenho sofrido. O João Catarino sugeriu que desenhássemos com o pincel, esquecendo atrevidamente o esboço. A ideia era decompor a luz de Lisboa em três cores. Nada fácil no início. Prendi-me no tronco da árvore, uma olaia retorcida, e não saía dali. Mas pouco a pouco tentei soltar a linha-mancha, e finalmente tentei dar aquele ar das escadas. A companhia ajudou. Recebi dicas preciosas do Mestre. No fim do encontro, instalou-se ali um quarteto de jazz que podia ter começado mais cedo, porque a música era de chorar por mais.

A surfar nas Escadinhas de S. Francisco

O Nelson já disse tudo. Uma oficina do João Catarino não se pode perder! Ainda por cima cá, no Chiado,  não no Brasil ou em Chicago!
A parte do "sofrimento" é verdade, não o podemos negar. Mas, o que o Nelson não disse, é que também sabe muito bem tentar embarcar na onda do João Catarino. Enquanto ele faz floaters, cut backs , aéreos e360º, nós embicamos, enrolamo-nos, perdemos a prancha e engolimos pirolitos.
Mas a boa disposição do João é tão contagiante, que não deixa que os nossos fracassos  nos esmoreçam . Pelo contrário -  pelo menos para mim - a vontade de aprender aumenta. Talvez para a próxima, quem sabe, já me consiga  pôr de  pé na prancha!
Deixo aqui a minha primeira trapalhada, o desenho da banda (que parecia estar ali só para nos descontrair)  e, por último, mais uma tentativa de cumprir a proposta  feita, mas desta vez no Largo de São Paulo, enquanto me deliciava com um belíssimo gelado.
Sim, que tanto sofrimento  merece ser recompensado:))





Conversa com Poeta José Augusto Pereira de Carvalho.Viana do Alentejo




Oliveira centenária, no Convento da Provença, freguesia de Ribeira de Niza, Alto Aentejo.
























           http://cesarcaldeira11.blogspot.pt/

Bruxelas





O Transe do Mimo

Começo pelo início da estória:
O João Catarino hoje dava um workshop gratuito, nas escadinhas de São Francisco que ligam a Rua Ivens à Rua Nova do Almada. Um workshop gratuito do João Catarino, vejam bem, nem parecia de verdade. Existe malta que vai pagar um dinheirão, fora estadia e viagem, só para o ver em Chicago, tenho a certeza que os bilhetes já devem estar esgotados, ao bom estilo das estrelas pop. 
Cheguei atrasado, e não ouvi o enunciado. Disseram-me que o exercício era desenhar directamente com um pincel, utilizando 3 tons diferentes para cada camada do desenho. Um workshop ao estilo do Catarino, entenda-se, e ao qual, por razões idiossincráticas, não me sujeitei.  
Decidi desenhar as pessoas que desenhavam, e o "sofrimento" que lhes estava a ser infligido. Fazia pena. Por razões de direitos de imagem, e porque não quero que me venham depois meter processos a exigir dinheiro, não os publico aqui...
Mesmo no finalzinho do workshop, e quando estávamos a tirar a foto costumeira, uma banda de improviso começou a tocar, mesmo ali, onde há pouco estávamos sentados a desenhar. Tinha um estilo das fanfarras do Emir Kusturika, de que gosto tanto, e muitos de nós não resistiram. Voltámos a sentar-nos dos degraus, eu de copo de cerveja na mão, para nova sessão gratuita nas escadinhas de São Francisco. Eram quatro no total, mas apenas apanhei dois, o contra-baixo e a guitarra eléctrica ficaram de fora, que não couberam na folha. 
Perguntei ao Thomas qual o nome da banda, disse-me que tinham vários, um deles era "o transe do mimo". Achei o nome meio estranho, e sem relação com o som que dali saía. Mas a música tinha pinta e os gajos eram muito desenháveis, valeu mesmo a pena - tal como o workshop do João.
Saí dali animado, à conversa com a Teresa Ruivo, a Mónia e a Patrícia, absolutamente convencido que Lisboa é mesmo uma cidade maravilhosa!





No quintal da D. Bela Mestre

A mãe da Cláudia Mestre tem um quintal especialmente cuidado. 
Hoje, pela segunda vez, fomos desenhá-lo.



10x10 Lisboa: objectos do domínio público


Na passada quarta-feira, dei a minha primeira aula como instrutor no curso 10 Years x 10 Classes dos Urban Sketchers em Lisboa. Todas as aulas são focadas na reportagem gráfica e nas histórias desenhadas, e vamos abordar os assuntos em três escalas diferentes. Vamos aprender a contar histórias pequenas, médias e grandes, sobre os sítios onde vivemos.

Na minha aula de histórias pequenas, focámo-nos em objectos da cidade que não notamos que lá estão, mas que podem ser muito importantes paa a nossa segurança, conforto ou prazer - objectos do domínio público. Aprendemos a colher uma história interessante a partir dos mais mundanos objectos na nossa cidade. Afinal, há melhor maneira de nos tornarmos bons contadores de histórias que tornar um assunto aborrecido numa reportagem fascinante? Também praticámos o equilibrio entre texto, título e desenho nas mesmas páginas. Finalmente, desafiámo-nos uns aos outros ao contar, em viva voz, a nossa história aos nossos colegas.


No primeiro exercício, deenhámos uma vista urbana, filtrando tudo o que não era objecto do domínio público. Aqui, o nosso sentido crítico foi fundamental, porque incluimos ou excluimos objectos baseados nas nossas próprias opiniões. Afinal, o caderno é nosso, fazemos o que queremos nele. Terminámos a atribuir um verbo a cada objecto desenhado.


No segundo desafio, escolhemos um dos objectos, desenhámo-lo de vários pontos de vista, quando necessário, e tomamos apontamentos - apenas factos, ou interrogações sobre factos que gostariamos de ver esclarecidos. No final, tivemos um minuto para mostrar e contar o nosso desenho a todos.

#desenhoruadosalitre #desenhoLisboa


10 x 10 - Objectos de domínio público - Lago de S. Domingos

No segundo exercício escolhi um candeeiro típico de Lisboa.


No terceiro exercício teria de utilizar o mesmo objecto mas agora com pessoas(que eu não sei desenhar) mas valeu o exercício. Muito bom!


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Ulmeiros

Lembro-me dos ulmeiros no Jardim da Estrela, na Av Liberdade e noutros locais. Umas árvores grandes que no outono atapetavam o chão.
A páginas tantas deu-lhes o trangolamango e desapareceram. Foi assim em toda a Europa, menos numa pequena aldeia... não, não estou a falar do Astérix.
Estou falando de uns lindos ulmeiros que me mostraram no Hospital Júlio de Matos. Nem os reconhecia porque são umas jovens e belíssimas árvores ainda sem a "poda camarária" que formatou os ulmeiros que tinha na memória. Aprendi até que têm uma assimetria na base das folhas, tal como as tílias.
Será que a bactéria ou lá o que deu cabo dos ulmeiros não chega ao HJM? Será mesmo o regresso do Astérix?

10 x 10 Largo de São Domingos


Este foi o desenho que fiz para o segundo dos três exercícios propostos pelo Pedro Loureiro em mais um 10 x10 que decorreu no Largo de São Domingos.
O objectivo era escolher um dos desenhos do exercício anterior, analisá-lo e depois descrevê-lo em desenho e textos.
A sessão decorreu com bom ritmo e o Pedro Loureiro tinha a lição bem preparada para o objectivo de nos chamar a atenção para as pequenas histórias dos objectos de domínio publico com que nos cruzamos todos os dias.

SEVILLA

 Pausa para café. Da esquerda para a direita: António Escalante Moreno, José Maria Lerdo de Tejeda e Martí Villadomat LLorens.

A Torre Sevilla ( torre Pelli ) é o edifício mais alto da cidade e tivemos a oportunidade de desenhar a partir do piso 19. Depois de fazer uma vista panorâmica resolvi desenhar os desenhadores mas eliminei as janelas que eram todas iguais.

Casca ou falesia?

Esta casca de pinheiro que apanhei chamou-me a atenção e por isso resolvi desenhá-la. Assim tanto pode ser o que realmente é como uma falésia dependendo da escala. Se tivesse posto um objecto ou pessoa tudo ficava resolvido. A duvida só é esclarecida com o texto.
Leonor Janeiro

Entretanto começou a chover...

Hoje vim de comboio. Na Portela de Sintra há um largo mesmo à saída da estação como tantos outros cheio de carros amontoados e cafés de bairro.
Um banco de jardim convidou-me para desenhar uma cena que se estendia à minha frente polvilhada de marquises em prédios descaracterizados.
Optei por um contorno das formas para depois preencher com sombras de forma a marcar os volumes, mas hoje não há sol. Entretanto começou a chover e ficámos por aqui (eu, o desenho e o banco de jardim). Não vou acabar este desenho, mas vou certamente experimentar esta abordagem novamente.


Ervas espontâneas na cidade


Em pleno parque de estacionamento, junto com pequenos papeis e algumas beatas, uma planta mantém-se fresca e viçosa. O ambiente é difícil, mas muitas ervas florescem e dão um pouco de verde ao cimento e alcatrão.